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BRASÍLIA – Nesta última terça-feira (11), a Polícia Federal, encaminhou o relatório ao Supremo Tribunal Federal, sujo o relator é o ministro Flávio Dino, no indiciamento do ministro das Comunicação, o Governo Lula, Juscelino Filho – União Brasil.
Segundo a Polícia Federal, ele responde pelos crimes de corrupção passiva, fraude em licitações e organização criminosa. O caso está sob sigilo.
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Filho disse ainda que o inquérito da Polícia Federal “devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada”. O ministro divulgou uma nota que pode ser lida na íntegra no fim da reportagem.
Em Brasília, até a publicação desta reportagem, o Ministério das Comunicações e o Palácio do Planalto, ainda não tinham se manifestado sobre a acusação contra o ministro de Lula.
Em relação ao indiciamento da Polícia Federal, o União Brasil disse que não irá se pronunciar.
Nesta quarta-feira (12), o presidente Lula esteve em um evento sobre investimentos e procurou não comentar o indiciamento da Polícia Federal, aumentando ainda mais a especulação sobre corrupção em seu governo.
Do Rio, Lula seguirá para a Suíça, onde participará de encontros da Organização Internacional do Trabalho – OIT.
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O ministro do União Brasil, que faz parte da base do governo Lula, segundo a Polícia Federal é suspeito de participar de um esquema de desvio de emendas parlamentares – quando era deputado federal – para a cidade de Vitorino Freire, no interior do Maranhão, onde a irmã dele, Luanna Rezende, é prefeita, e onde o pai já foi prefeito duas vezes.
Em reportagem, o jornal O Globo, revelou que o dinheiro teria sido enviado por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf para a pavimentação de ruas.
A empresa pública se tornou a menina dos olhos de parlamentares para a indicação de verbas do orçamento secreto.
Ainda segundo o jornal, um relatório da Controladoria-Geral da União – CGU apontou que 80% da estrada que foi custeada com a emenda beneficiou propriedades de Juscelino e de seus familiares na região.
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Outras informações
Ministro se manifesta sobre as acusações:
“A investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original. Em vez disso, concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos.
O indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito.
É importante deixar claro que não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público.
Trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar.
No exercício do cargo como deputado federal, apenas indiquei emendas parlamentares para custear obras. A licitação, realização e fiscalização dessas obras são de responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes.
Durante o meu depoimento, o delegado responsável não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação. Além disso, o encerrou abruptamente após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento.
Isso suscita dúvidas sobre sua isenção, repetindo um modo operante que já vimos na Operação Lava-Jata e que causou danos irreparáveis a pessoas inocentes.
É importante lembrar que o indiciamento não implica em culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados.”
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Com informações da Polícia Federal, Record e Tv Globo
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