.

.
NOVA IGUAÇU – Um grupo de funcionárias lotadas na Delegacia da Polícia Federal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, realizou uma denúncia na Delegacia de Atendimento à Mulher – DEAM de Nova Iguaçu, por assédio e ameaças feitas por um policial federal, lotado na PF da cidade.
Segundo informações das vítimas, o caso já foi denunciado junto à Polícia Federal em maio de 2023, entretanto, com a demora em uma solução, elas decidiram levar o caso para a delegacia da Polícia Civil.
.
.

.
O grupo informa que nos depoimentos prestados a Polícia Civil e a Polícia Federal, as vítimas relataram que o dia-a-dia com o chefe de cartório Fábio Sarno dos Santos era de “medo, violência e pavor”.
Segundo elas, eram constantes as vezes em que o agente federal levava a mão à arma durante o trabalho ou batia com o armamento na mesa.
Atualmente, o agente de Nova Iguaçu está em uma missão fora do Rio de Janeiro e, por isso, as mulheres se sentiram mais seguras para denunciar o caso.
Em um dos relatos, uma mulher disse que cenas como essa ocorriam pelo menos duas vezes na semana.
.
.
Uma vez, segundo elas, Fábio chegou a ameaçar “arrombar uma porta no tiro”, já que estagiárias tinham trancado um cômodo para trocar de roupa.
Quando questionadas pela Polícia Federal, as mulheres descreveram o comportamento do chefe do cartório como ”dissimulado”, “desnecessário”, “desagradável”, “ameaçador” e “agressivo”.
O grupo afirma que uma funcionária contou que precisou ser afastada do trabalho por danos psicológicos depois que Fábio apontou a arma para ela, quando estava nervoso.
Ela afirma que tem muito medo dele e que chegou a ter crises de ansiedade ao saber que ele retornaria para o Rio de Janeiro depois que acabasse a missão.
.
.
Outras informações
Polícia Civil segue investigando
“Como não se trata de crime de competência da Polícia Federal, a DEAM Nova Iguaçu irá investigar e o suposto autor será chamado para prestar declarações. As supostas vítimas também foram orientadas a nos trazer o máximo de provas possíveis”, explicou a delegada titular Mônica Areal.
O chefe da Delegacia da Polícia Federal de Nova Iguaçu e o policial denunciaram, não se manifestaram. A corporação explicou que eles não podem comentar, uma vez que o processo está sob sigilo.
.
.
Polícia Federal de manifesta
A Polícia Federal informou que os fatos foram apurados em uma sindicância investigativa, que se tornou um Processo Administrativo Disciplinar – PAD, que deve ser aberto pela corregedoria regional.
“Cumpre destacar que o servidor foi afastado da chefia do cartório pelo próprio Chefe da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu. Por fim, informa que os fatos, em trâmite interno, seguem sob sigilo”, diz o posicionamento.
Ainda segundo a PF, o delegado afastou o funcionário assim que soube das denúncias. A data do afastamento, no entanto, não foi informada pela PF à reportagem.
Segundo o G1 Rio a sindicância foi aberta em dezembro de 2023, sete meses após as denúncias, e que o policial foi afastado em abril deste ano.
.
Com informações do G1 Rio e Polícia Federal
.
