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BRASÍLIA – A crise climática e emergencial que atinge o Brasil, registrou ao menos 164.543 focos de incêndios florestas neste ano, resultado de um aumento de 107% em comparação ao mesmo período de 2023, como informa o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
Segundo o INPE, de janeiro a setembro, o Brasil quase atingiu o total de 189 mil queimadas ao longo de todo o ano passado e que somente nos nove primeiros dias de setembro, foram notificados 37.492 focos de incêndios florestais.
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Entre os estados mais afetados estão Mato Grosso, com 10.593 pontos de queimadas em setembro; seguido por Pará, com 9.121; e Tocantins, com 3.178. Já entre os municípios, os mais atingidos são São Félix do Xingu (PA), com 2.076 focos de incêndio florestal; Altamira (PA), com 1.861; e Novo Progresso (PA), com 1.311.
De janeiro até agora, 50,1% dos pontos de queimadas aconteceram no bioma da Amazônia, 32,4% no Cerrado, 8,8% na Mata Atlântica, 6% no Pantanal e 2,6% na Caatinga.
O tenente-coronel Anderson Ventura, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, ressalta que, apesar da prática de colocar fogo em vegetação ser vedada por lei, mais de 90% dos incêndios florestais são causados pela atividade humana.
“Elas fazem uso do fogo para, por exemplo, limpar lotes, queimar lixos, ao invés de usar a destinação correta e jogar em um local adequado. As pessoas também usam [fogo] para se aquecer, quando vão acampar, fazem uma fogueirinha. Depois não apagam ela corretamente e perdem o controle. Tem rituais religiosos que envolvem fogo. O uso do fogo faz parte das atividades humanas. Só que nesse período de agora, agosto, setembro, se a população pudesse não usar o fogo, seria o ideal. Não use o fogo para nada.”
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O MapBiomas realizou um levantamento em que mostra que o Brasil perdeu com as queimadas o que seria todo o território do estado da Paraíba somente neste mês de agosto, como mostra os dados do Monitor do Fogo, que foi criado em 2019, e sinaliza que o país nunca tinha tido um cenário tão grave quanto o registrado no último mês.
Segundo dados do MapBiomas, se compararmos agosto de 2024 com agosto de 2023, a alta foi de 149%, em números, um salto de 3,3 milhões de hectares. Um a cada quatro deles estão em áreas de pastagens, usadas para a pecuária.
Um dos estados mais afetados, São Paulo, foi decisivo para o número se tornar tão alarmante, uma vez que o estado teve 86% das queimadas de 2024 concentradas em agosto, quase 90% em áreas de agropecuária, como mostra os dados do MapBiomas.
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A cana de açúcar foi o cultivo mais impactado pelo fogo no interior paulista. As cidades mais afetadas foram Ribeirão Preto, Sertãozinho e Pitangueiras.
Ao todo, 15 pessoas já foram presas por provocarem incêndios no interior do estado, como informa a CNNBrasil e o MapBiomas.
Entre os biomas mais afetados estão o Cerrado e o Pantanal, com alerta para o Centro-Oeste do país. No Mato Grosso do Sul, o governo estima que as queimadas de 2024 já tenham atingido 2 milhões de hectares.
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Com informações do Baixada na Web, CNN Brasil, MapBiomas e TV Penedo
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