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NOVA IGUAÇU E RIO – O Governo do Estado do Rio de Janeiro, publicou nesta terça-feira (22), as exonerações de cinco diretores, juntamente do diretor-executivo da Fundação Saúde, ligado ao governo do estado, após o escândalo da contaminação por HIV de seis pacientes transplantados.
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A Fundação Saúde que é uma empresa pública do Governo do Estado do Rio de Janeiro foi a responsável pela contratação do laboratório Patologia Clínica Dr. Saleme LTDA – PCS Saleme, que possui sede na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense e que teria emitido os laudos falsos.
Segundo o governo do Rio, todos os postos exonerados serão substituídos.
O escândalo acabou descoberto no último dia 10 de setembro quando um paciente transplantado se apresentou ao hospital com sintomas neurológicos e teve resultado para HIV positivo.
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Ao realizar exames com amostras dos órgãos doados pela mesma pessoa foram analisadas e outros dois casos confirmados. Há uma semana foi notificado que mais um receptor de órgãos teve o exame de HIV positivo, após o transplante, confirmando seis casos até o momento.
Em meio crise gerada na saúde pública estadual, o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Rio, passaram investigar o processo de contração do laboratório e apurar as denúncias.
O Governo do Rio, informou que a Controladoria-Geral do Estado também abriu uma auditoria para investigar o caso com prazo de 45 dias.
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Os donos e diretores do laboratório possuem parentesco com o ex-secretário Estadual de Saúde Dr. Luizinho. Walter Vieira, um dos sócios administradores, é casado com Ana Paula Vieira, tia materna do ex-secretário. Matheus Sales Teixeira Vieira, filho de Walter, também é sócio administrador da empresa e primo de Dr. Luizinho.
A Polícia Civil do Rio informa que já prendeu cinco pessoas, entre elas está Walter Vieira. Também foram detidos Ivanilson Fernandes dos Santos, técnico do laboratório; Jacqueline Iris Barcellar de Assis, auxiliar administrativa do estabelecimento; o biólogo Cleber de Oliveira Santos e Adriana Vargas dos Anjos, coordenadora da unidade suspeita de dar a ordem para economizar no controle dos testes de diagnóstico de HIV feitos pelo laboratório.
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Com informações do Baixada na Web e O DIa
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